74,4% dos desempregados apoiam o isolamento em Sergipe, revela pesquisa IFP

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    SERGIPE, (IFP) – Nos dias 06, 07 e 08 de abril de 2020 o Instituto França realizou uma pesquisa de opinião pública no estado de Sergipe avaliando alguns temas sobre o Covid-19.

    As entrevistas foram realizadas por telefone e individualmente, e revelou dados impressionantes sobre como a população está lidando com essa pandemia e o isolamento social.

    Nos cruzamentos da pesquisa, foi observado que 71,7% das pessoas que trabalham com carteira assinada são a favor do isolamento social, 74,4% das que estão desempregadas também apoiam o isolamento, enquanto que 58,1% dos profissionais liberais (Dentistas, Advogados, Oftalmologistas, Jornalistas) são a favor.

    Quando é perguntado: se é a favor ou contra o isolamento social, 79,3% das mulheres são a favor, enquanto 12,7 são contra. Quando questionados aos homens, 58,5 são a favor, enquanto 31% são contra.

    Questionados sobre qual medida deveria ser tomada em relação a Continuar com a quarentena e o comércio continuar fechado, o que vai causar muitas demissões ou Reabrir o comércio e mais gente se expor ao Coronavírus, correndo o risco de mais contaminações e mortes, 73,2% das mulheres foram a favor de continuar com a quarentena, e quando perguntado aos homens, essa parcela cai para 60,6%.

    Grande parte dos entrevistados que não apoiaram a quarentena e escolheram por reabrir o comércio, são pessoas que perderam o empego ou tem algum familiar que foi demitido após a quarentena.

    Diante dos dados apresentados, pode-se afirmar que a população apoia o isolamento social e o enxerga como a medida mais eficiente para evitar o contágio em massa pelo Coronavírus e, com isso, a superlotação dos hospitais e leitos de UTI, provocando o colapso do Sistema de Saúde dos Brasil, como visto na maioria dos países onde o vírus se proliferou.

    O isolamento social é defendido como a melhor opção, mesmo quando apresentadas as suas consequências como o desemprego e as perdas na economia, ou seja, para a maioria dos sergipanos, a vida vem em primeiro lugar.

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