SUBVENÇÕES: MP redistribui para comarca de Lagarto investigação envolvendo Gustinho e Valmir Monteiro

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    LAGARTO, SE (POLÍTICA A JATO) – O Ministério Público do Estado de Sergipe redistribuiu os autos da ação penal envolvendo Gustinho Ribeiro e Valmir Monteiro para a Comarca de Lagarto, primeira instância do judiciário.

    Os autos desta ação penal foram redistribuídos para esta Vara Criminal, após ter, o Egrégio Tribunal de Justiça, através da decisão monocrática de pp. 2.081/2.084, reconhecido sua incompetência originária para processar e julgar o presente feito”, diz a fundamentação do MP.

    O órgão ministerial ratificou o teor da denúncia oferecida contra os acusados e requereu prosseguimento regular do feito em Lagarto.

    A denúncia diz respeito a fatos relacionados aos supostos desvios de verbas de subvenção social oriundas da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, noticiados pela imprensa e relacionados às associações assistenciais com sede no município de Lagarto.

    Restou apurado, em linhas gerais pelo o MP, que as entidades ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA E PRODUTIVA ÁUREA RIBEIRO, ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA E PRODUTIVA DE SÃO JOSÉ e ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA JOSEFA EVANGELISTA, todas com as respectivas sedes localizadas em Lagarto, perceberam, durante o lapso temporal compreendido entre os anos de 2012 e 2013, repasses de verbas de subvenções sociais da ALESE, através de indicação do então deputado estadual Gustinho Ribeiro, no importe total de aproximadamente R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).

    Também ficou esclarecido que quase a integralidade do numerário informado, oriundo das três associações mencionadas, foi repassado para as empresas DISTAC CONSULTORIA E LOCAÇÃO LTDA e ÁLVARO BRITO DO NASCIMENTO JUNIOR ME — DISTAC CURSOS, respectivamente administradas pelos sócios e cônjuges Zenia Oliveira e Álvaro Brito, que outrora ocupavam cargos em comissão no Gabinete de Gustinho. Ou seja, o mesmo parlamentar que procedeu à indicação de repasse.

    De acordo com as investigações, o MP ainda apurou que a ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA E
    PRODUTIVA ÁUREA RIBEIRO, como a própria denominação está a indicar, mantinha, no mínimo, uma relação de extrema afinidade com a Senhora Áurea Ribeiro, mãe de Gustinho.

    Já as entidades ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA E. PRODUTIVA DE SÃO JOSÉ e ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA JOSEFA EVANGELISTA eram controladas pelo então prefeito do município de Lagarto e ex-deputado estadual Valmir Monteiro, à época aliado político de Gustinho Ribeiro.

    Aos poucos, a Justiça vai dando prosseguimento as ações envolvendo os deputados estaduais envolvidos no esquema que ficou conhecido como “Subvenções da ALESE”.

    Os parlamentares tiveram os respectivos processos anulados sem resolução do mérito na última instância da justiça eleitoral. Agora, deverão responder na seara cível e criminal.

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