Aprovados em concurso público de Glória vão ao MP relatar possíveis irregularidades

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GLÓRIA, SE (POLÍTICA A JATO) – A ouvidoria do Ministério Público do Estado de Sergipe, tem recebido diversas manifestações acerca de possíveis irregularidades na convocação de aprovados no último concurso público de Nossa Senhora da Glória.

Uma dessas reclamações vem de Lais Oliveira Quirino. Ela foi aprovada em 1° lugar na vaga de ARQUITETO, mas alega que o prefeito Chico do Correio ao invés de convocá-la resolveu nomear uma outra pessoa para o cargo de diretor de análise e aprovação de projetos, lotado na secretaria de administração e planejamentos.

No entanto, segundo ela, a função desempenhada por este cargo comissionado é uma atividade privativa dos arquitetos e urbanistas. Portanto, deveria ser ocupada legalmente por candidato aprovado em concurso público, já que o município afirmava em edital que necessitava de arquitetos.

“Estou aprovada dentro da única vaga de arquiteto para o concurso público de Nossa Senhora da Gloria-SE desde a homologação em Abril de 2019. Desde então venho tentando amigavelmente conversar com o prefeito solicitando minha convocação, visto que não há nenhum arquiteto no município, segundo sua folha de pagamento”, afirmou Lais em manifestação em enviada ao Ministério Público.

Outra manifestação vem da nutricionista Juliana Oliveira, que alega que o prefeito mantém pessoas contratadas no cargo ao qual ela foi aprovada. Ainda segundo ela, existe apenas uma pessoa ocupando o cargo de nutricionista efetivo e duas exercendo a função de cargo comissionado.

O promotor de justiça, Dr. Alex Maia, já requisitou o prefeito de Glória para prestar esclarecimentos das manifestações oriundas da ouvidoria e alertou que “ambas as reclamações tratam da preterição de nomeação de aprovados em concurso público devido à vigência de contratos precários na administração, respetivamente no cargo de arquiteto e nutricionista”.

Vale lembrar que a 1ª Promotoria de Justiça já apura uma outra denúncia registrada na Ouvidoria do Ministério Público sobre uma suposta preterição no mesmo concurso público, no tocante às vagas destinadas a motorista com categoria D, conforme noticiado pelo Política a Jato.

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